Meu conjunto é:

a/ela/a

(Normativo )

Exemplos de uso em frases:

  • Eu acho que ela é muito simpática. PTBR
  • Liguei para minha sobrinha esta manhã e ela disse que estará ocupada esta tarde. PTBR
  • O Natal está chegando e não sei que presentes comprar para elas. PTBR
  • A dona desta loja é uma pessoa gentil. PTBR
  • Eu as vi ontem à noite, mas elas não me reconheceram. PTBR
  • Ela é uma aluna muito esperta. PTBR
  • Ela me disse que esta é a casa dela. PTBR
  • Valorizo muito essa amiga que tenho. FALSE PTBR

Tabela:

Artigo definido Artigo indefinido Pronome pessoal Flexão
Singular a uma ela -a
Plural as umas elas -as
  • Conjuntos normativos

    É muito importante ressaltar que conjuntos de linguagem não definem identidades de gênero. Uma pessoa não-binária pode usar os conjuntos normativos por quaisquer razões, assim como qualquer pessoa de qualquer identidade pode usar o conjunto que quiser.

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Exemplos de contextos culturais:

Normativo (a/ela/a)

  • Lia SoaresA importância da utilização dos pronomes nas redes sociais, 2020

    • já existe “elu/delu” que supostamente acolheria aqueles que não se sentem contemplados dentro de um padrão binário na língua
    • Ainda na tentativa de trazer um panorama geral sobre a utilização dos pronomes nas redes, conversei com Juan Carlos, 24 anos, graduanda de meteorologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trans não binária que faz a utilização dos pronomes nas redes sociais e sinaliza que tem preferência para que se refiram a ela por pronomes femininos.

Por que os conjuntos de linguagem importam?

As pessoas geralmente usam um tratamento gramatical em seus idiomas, incluindo, entre outros elementos, os pronomes. Os pronomes são palavras que usamos no lugar de um nome para referir-nos a alguém já mencionade, ou a alguém desconhecide. Há vários grupos de pronomes, assim como outras classes que podem demarcar gênero (gramatical), como artigos e desinências. A maioria das pessoas usa os pronomes «ele» e «ela» e demais elementos associados a essas palavras. A sociedade cissexista ensina desde sempre como tratar as pessoas com base numa aparência ou presunção de gênero. Mas a realidade não é tão simples…

O gênero é complexo. Há pessoas que não «correspondem» às expectativas sociais de gênero. Há quem prefira ser tratade de uma maneira distinta ao que tais expectativas ditam. Há ainda quem não se encaixe nas etiquetas «masculino» ou «feminino» e prefira termos alternativos.

Essa ferramenta permite que você encontre possíveis conjuntos de linguagem (artigos, pronomes, finais) e outros elementos, com exemplos de uso em enunciações para que possa mostrar às pessoas como prefere ser tratade.

Por que é importante? Por uma simples questão de decência com ê outre, de respeito com a individualidade da pessoa. Você não chamaria «Lúcia» de «Alícia» só porque gosta mais desse nome ou porque «fulana tem mais cara de Lúcia para você». Ou, inclusive, se ela sim se chama «Lúcia» na sua certidão de nascimento, mas odeia esse nome e prefere usar «Alícia». É exatamente o mesmo com tratamento gramatical – se não quer ser desrespeitose e intolerante com alguém, você se refere a elu corretamente. A única diferença é que geralmente conhecemos os nomes, mas não o tratamento pessoal. Ainda é comum nos apresentarmos com o nosso nome, mas não com o nosso tratamento gramatical. Vamos lá mudar isso!

Como gênero na língua portuguesa é mais que pronomes, estaremos utilizando aqui o termo conjunto de linguagem, seguindo o modelo de descrição de artigo (definido)/pronome (pessoal)/final de palavra.

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